Eu polêmico? Jamais, sou daqueles caras que fico na minha, vejo inúmeras brigas, informações controversas em vários foruns de discussão Java no Brasil, que mais parecem aqueles caras daquele programa de futebol na rádio AM, que reúne sempre um Corinthiano, Palmeirense, São Paulino e um Santista faltando chegarem as “vias-de-fato”, eu passo, leio, me irrito, daí penso: “Não vale a pena responder, passei desta idade, fase como prefeririem”. Mas este entry visa tentar esclarecer algumas coisas, vamos lá tentar.
1 - Na última terça dia 23, estava em Brasilia e fui a reunião do DFJUG, levando minha lata de leite ninho para ajudar o projeto deles, que eu acho super válido, além de mim, estava amigos, entre eles Alexandre Gomes (Sea Tecnologia), Paulo Silveira(Caelum), Alexandre Porcelli (Caravela), Vladimir e João Paulo Viragine (JBoss), encontrei alguns amigos de Brasília da época do Loterias da Caixa, bem como outros membros do Grupo, na apresentação de Arun Gupta, sobre Glassfish, gostei muito das novidades e promessas para este servidor de aplicações, mas uma coisa me chamou atenção: Por que falar mal e atacar somente JBoss App Server para chamar a atenção sobre Glassfish, acredito que seria muito mais valioso falar das vantagens sobre WebOracleLogic ou qualquer outro. Mas acho que é mais fácil, tentar ir buscar os clientes que a JBoss como empresa passou anos até mobilizar para o momento Opensource, isso é de fato, e parece mais fácil, do que realmente em termos de mercado, tentar competir de igual pra igual com grandes players de App Server.
2- Esses dias, li um artigo de um cara que respeito muito, Osvaldo Doerdelin, Editor-Chefe da Java-Magazine, que não poupa em emitir opiniões extremamente pessoais sobre JBoss(claro, ao invés de imparciais) como por exemplo:
“O que esta versão suporta é um Frakenstein chamado J2EE 1.4 com EJB 3.0 …“
Definitivamente, o tempo de pesquisa e desenvolvimento para chegarmos ao JBoss 5.0 é algo que possa ter levado um tempo exarcebado, entretanto, este tempo vai garantir que o JBoss volte a acompahar as specs novas do JEE, a exemplo JEE6. Não cabe a mim, ficar tecendo explicações pelo tempo, porém nunca senti falta de nada importante no JEE5, já que EJB3, WebServices, JSF etc, estavam disponíveis há muito tempo. Sendo, porém, muito além de implementar a Spec, era preciso pensar nos próximos 5-10 anos de tecnologias Java, e avaliar como suportar não só JEE5, mas JEE6…7.8.1000 com o intuito de continuar sendo o AppServer mais simples, estável, performático e ainda querido no mercado. O atraso para spec JEE5, deverá não acontecer para a JEE6. Todavia, dias atrás precisamos rodar o JBoss jBPM num BIG AppServer o “Esfera de Teia” versão 6.1, e este por sua vez, não realizava o deploy devido a ORDEM DOS SERVLETS e LISTENERS do web.xml, e pensei “É este o valor de implementar JEE5?, ou poder rodar intereceptors, EJB3, JSF, MDBs, TimerServices etc?”
É por estes e outros motivos que eu ainda acredito que vemos Tecnologia no Brasil como SILOS, GUETOS, TIMES de FUTEBOL ou fanáticos de RELIGIÃO, ou pior como “meninos” mimados, ser mimado não é o problema, e sim, quando formamos opiniões, e aí você depende que 100% da sua audiência seja lúcida a ponto de dicernir o que é certo do errado.
Eu espero imensamente que as pessoas usem as tecnologias de código aberto JBoss não por que temos uma logomarca legal e bonita pra caramba, que até hoje meus amigos do Jiu-Jitsu acham que é uma camisa de “Rave”, ou porque a Flávia Rainone do JBoss AOP é super simpática, e sim, porque as pessoas acreditem que temos tecnologias que agregam, ajudam e que fazem com que a nossa vida de desenvolvedores possa ser mais divertida e fácil.
Eu não vou aqui falar mal de nenhum Application Server, ou de nenhuma empresa, não sei se amanha, eu possa precisar de um emprego, e uma delas possa querer um cara como eu, mas alguns fatos que as pessoas as vezes não prestam muita atenção numa estratégia de uma empresa open-source, e aqui alguns fatores:
- Sim, a JBoss existe no Brasil, como empresa e com escritório em São Paulo, no mesmo prédio da Google, e não numa garagem, onde há o time técnico, suporte, educacional e vendas, além parceiros em quase todas as capitais brasileiras.
- Uma comunida ativa em http://jbossbrasil.ning.com
- Core-Developers, Consultores, Instrutores de JBoss contratados no Brasil de forma CLT, ou seja, que arrecada impostos, e com a chance de falar nosso idioma
- Influenciadores direto de movimentos e futuros dos produtos JBoss globalmente
- Investimento na Comunidade
- Sendo a divisão da Red Hat no Brasil, que mais cresce em vários aspectos.
Claro, ainda queremos fazer muitas coisas, como aumentar imensamente nosso time, investir em projetos dentro das univesidades e educação de base, estar ainda mais ativos na comunidade, mas para isso, contamos não só com funcionários, mas com o próprio carinho da comunidade.
É difícil, você achar que eu estou sendo imparcial, visto meu empregador, mas é algo, que fatos como eu descrevi acima, me causam orgulho primeiro de ser Braileiro, por ver o Edson Tirelli, Clebert Suconic, Flávia Rainone, Stephan, Marcus Moysés, Charlton Barreto, Professor. Francisco Reverbel, serem profissionais respeitadissímos e de contribuições importantes para as tecnologias de middleware da próxima geração.
A JBoss foi fundada, por um cara não é um grande exemplo de diplomacia, mas ninguém pode considerá-lo nada menos que um gênio, se até o próprio Mark Fleury respeitou o Sun/Glassfish na declaração que vi nos slides de Gupta, eu sinceramente não entendo o porquê de falar tão mal sobre JBoss!? Também não entendo uma revista, na qual já anunciamos, fazendo declarações no mínimo fortes a um projeto que está longe de ser proprietário, e sim dirigido e focado em comunidade, mas com valor agregado para os clientes, via suporte e serviços, para justamente que o opensource não seja vítima das afirmações imbecis como “Não use Opensource, eles não tem suporte….”.
Eu ainda espero realmente, que os meninos um dia virem de fato “Arquitetos”. Ah, sobre o TomCat, nem vou comentar! Talvez eu devesse trabalhar na SpringSource para me sentir um pouco mais “p” da vida. Talvez o problema possa até ser Java, visto que no mundo Ruby o ROR é o que há, e e .net nada é melhor que MS IIS.
Deixei um comentário no blog de Arun Gupta, apenas para que ele refletisse na mensagem dele, apenas isso, já para Osvaldo, um cara que respeito, e de quem sempre só ouvi o melhor, eu tenho certeza que a opinião dele, não é a da DevMedia, assim como aqui é extritamente expressa nada mais nada menos que o registro de uma visão para que cause o mesmo nas pessoas: apensa reflexão.
E
September 27th, 2008 at 2:37 am
Oi Edgar, concordo bastante com seu ponto de vista.
Eu já uso o JBoss há bastante tempo e estou bastante satisfeito. Eu vejo como natural essa tendência de críticas ao JBoss porque ele é provavelmente o servidor de aplicações mais utilizado mundialmente, então é sempre alvo maior de críticas.
Eu pessoalmente não gosto de um detalhe técnico ou outro do JBoss, mas isso é bastante comum. É muito difícil gostarmos de todos os aspectos de qualquer produto, seja open source ou não. E posso dizer que o JBoss já contribuiu enormemente para o sucesso de inúmeros projetos críticos mundialmente, e é usado com sucesso em produção por diversas empresas de diferentes portes.
Eu acho bastante saudável que haja competição entre diferentes projetos open source, e isso só faz aumentar a qualidade do software que temos disponível. É também muito válido analisar diferentes alternativas open source em paralelo para conhecer pontos interessantes e coisas não tão boas de cada um. Isso é um baita aprendizado.
Desenvolvedores e arquitetos maduros são os que sabem escolher os componentes da melhor forma possível para cada tipo de problema. Quem não acompanha a evolução do JBoss como servidor de aplicações e seus produtos relacionados está abrindo mão de enormes oportunidades, e por essas pessoas, só podemos lamentar.
Keep up the nice work, and be happy
September 27th, 2008 at 9:18 pm
@Bruno
Obrigado pelo comentário e opinião.
Eu particularmente acho o Glassfish um super application server, com features impressionantes, como o WebContainer(Grizzly based), cumprimento aos stacks WS, onde nós (http://wiki.jboss.org/wiki/JBossWSStackComparison) já suportamos o Metro como podendo ser nosso pacote WS de execução… Acredito que haja espaço para todos.
September 29th, 2008 at 1:05 pm
Esse tipo de comentário numa revista é realmente complicado (não li a revista, estou vendo pelo seu blog). Isso influencia muito uma pessoal que não tem conhecimento sobre Java. Onde trabalho precisamos usar um AS free, e optamos pelo JBoss 4.2.1 ao inves do GlassFish. mesmo porque nunca vi um GlassFish em produção. Único ponto a favor do GlassFish que vi foi a interface administrativa que está bem interessante, já a da JBoss eu fiquei sabendo a pouco tempo do JON, mas parece que é pago certo?
Parabens pelo blog e seu ponto de vista, acho que esse tipo de posicionamento é bem profissional da sua parte!
October 15th, 2008 at 3:09 am
Parabéns pelo Post, muito bom mesmo. Já trabalhei com diversos AS mas até agora nunca vi nada em produção usando Glassfish. Acho que o JBoss talvez seja um ponto de referência para o pessoal do Glassfish, eles tenham que criticar o que é mais popular/robusto além do normal.
Só acho que o Editor da J.M deveria ser mais imparcial nesse tipo de declaração, pois numa revista muita gente achará que o Glassfish é a bala de prata dos AS.
Já utilizei diversos AS (WebLogic, WebSphere, JBoss, Tomcat e pretendo usar em breve o Glassfish).
Só acho que você deve ter preferência por algum AS, sempre tendo cautela nos pós e contras e balanceando o lhe trará mais vantagens nas tomadas de decisões. E quais ferramentas e tecnologias deverão lhe trazer mais benefícios quando forem usadas em conjunto.
October 15th, 2008 at 6:04 am
Edgar,
Eu fui usuário do JBoss por 4 anos, usando apenas seu container web e sua facilidade de deployment e outros detalhes. Com o lançamento do EJB3, eu resolvi converter toda a parte de negócios para EJB. Foi um trabalhão para fazer funcionar no JBoss, pois as mensagens de erro não eram muito claras e o pessoal da lista de discussão nunca foi muito atencioso. O fato é que terminei a migração no JBoss, mas continuei tendo problemas com a implementação do EJB3.
O tempo não me deixa ir atrás dos meus problemas de um ano atrás, mas foram tão frustrantes que eu resolvi testar minha aplicação no Glassfish. A a experiência foi excelente. Começo pelo console de administração. Eu considero louvável o investimento que a Sun fez no gerenciamento do servidor e disponibilizaram isso como parte do pacote open source. Quase não preciso procurar na internet a respeito de configurações no servidor, coisa que era extremamente comum na época do JBoss. Outro fator que consolidou minha decisão de migrar para o Glassfish foi a rapidez e a clareza das respostas aos meus questionamentos no forum. Tinha dúvida que era respondida dentro da mesma hora que eu postava. Mais o mais importante é que os meus clientes nunca mais tiveram problemas de parada do servidor por falta de memória, que o JBoss vai consumido a cada novo deployment que a gente faz.
Eu acho que o embate ocorre entre o Glassfish e o JBoss porque são concorrentes diretos. Ambos são open source e oferecem serviços de suporte, o que não ocorre com o WebSphere e o WebLogic, que cobram os olhos da cara. Eu também acho que a competitividade hoje permite que uma empresa use como estratégia comparações com o principal concorrente. Isso é natural e não entendo porque a JBoss não corre atrás para fazer o mesmo.
É difícil de entender porque a versão 5 está demorando tanto para sair. É muuito tempo. Anos e anos. Como minha experiência mostra que o EJB3 do JBoss ainda não está maduro (pelo menos há um ano atrás), não dá para ficar experando pela 5 sair. Até o Gerônimo já segue a expecificação mais recente. O fato é que, quanto mais a JBoss demora para acompanhar a expecificação, mais os concorrentes arranjam motivos para diminuí-los e mais espaço vocês perdem no mercado.
Quero acrescentar que eu discordo veementemente da atitude do jornalista em criticar o JBoss usando aquela expressão. Ele foi muito infeliz com essa argumentação pobre.
October 15th, 2008 at 10:11 am
Usamos o jboss desde a versão 4.0 e não vai ser da noite pra o dia que o GlassFish vai tomar o lugar dele.
October 16th, 2008 at 6:43 pm
Ola, gostei do post, estou começando agora no mundo java (sou programador SQLWindows, C#) e sempre fiquei muito da duvida do que usar GlassFish, JBoss, etc…
Acabei optando pelo JBoss por ser uma divisão da RedHat uma empresa eu confio.
October 17th, 2008 at 10:09 pm
Edgar,
Tive contato com o Doederlein em 1999 no evento “OO ‘99″ (http://extranet.visionnaire.com.br/od/historico/od99/domingo.htm) em sua palestra “Produtividade no Desenvolvimento de Objetos Distribuídos com Java”, onde ele comparou as tecnologias para sistemas distribuidos - Java , CORBA , e DCOM da Microsoft (ainda nao tinha o dot Net). Ele foi tecnicamente muito profundo nas analises e, acredito, com uma quantidade de detalhes tecnicos acima da capacidade da maioria do publico acompanhar. Uma metralhadora de informacoes tecnicas e muitas criticas e “nomes feios” para Microsoft. Ele tinha acabado de voltar de uma pos-graduacao rapida na Franca sobre “Orientacao a Objetos” e conversei com ele rapidamente no estande da empresa que ele participa - “Visionnaire” - sobre como foi a pos etc.. Ao atacar muito a microsoft, senti uma grande carga emocional por parte dele… Tecnicamente ele ate’ podia ter razao nas criticas, mas atacar a Microsoft repetidamente ate’ pareceu uma “parcialidade” de sua parte…
Enfim, se ele fosse menos agressivo e tivesse despejado menos carga excessivamente tecnica nas pessoas acho que daria melhor efeito. Nem por isso a Microsoft deixou de dominar o mercado de 1999 para ca’.
A questao de parcialidade e’ algo culturalmente complexo. Por exemplo, a Franca ate’ hoje nao aceita o ingles como lingua universal! Existe um orgulho patriotico frances em nao usar coisas americanas - isto faz parte da cultura francesa… Por outro lado, a Alemanha nao aceita usar coisas “caixa preta” por questoes de seguranca nacional e o modelo “Open Source” prevalece sobre solucoes fechadas proprietarias nas esferas do Governo… O JBoss tem forte comunidade na alemanha. No Brasil, o Governo quer usar o open-source so’ porque acha que e’ de graca (uma visao distorcida no modelo “open-source”).
A Visionnaire no inicio deste ano de 2008 se juntou em uma fusao de sete empresas na consolidacao do setor… Entre empresas do grupo clientes como IBM e investidores como Intel capital… Ser totalmente imparcial e’ complicado quando o acionista tem pe’ em solucoes proprietarias… Em um futuro próximo,
outras empresas brasileiras devem se juntar ao projeto.
Particularmente eu comecei a usar o JBoss em 2004 e recentemente terminei um projeto de dois (2) anos onde usei o JBoss + Struts como solucao e estou muito satisfeito. Tive liberdade e tempo razoavel para comparar o JBoss com “esferas de teias” , e oráculos de bolas de cristais e outros… optei na epoca pelo JBoss por questoes tecnicas , por facilidade no modelo de licenca e por ter achado o suporte em forums e pela comunidade bastante razoável e agil!
Atualmente estudo o Spring, Seam e estou aberto aos demais… Infelizmente nao tenho todo tempo do mundo para comparar todas as solucoes o tempo todo, mas o modelo aberto da JBoss me agrada. Acho saudavel a concorrencia! Recentemente, a SUN passou para um modelo bastante aberto que concorre com a JBoss. Gracas a abertura da SUN, voltei recentemente ate’ a estudar o OpenSolaris 10 - cuja treinamento em administracao fiz em 2001 no Solaris 8, mas na epoca passei a usar o Linux por ser mais aberto e disponivel , com forums mais acessiveis…
Enfim, competicao e’ saudável, sou usuario satisfeito do JBoss e sempre tentarei ser imparcial nas tomadas de decisoes e basealas em argumentos principalmente tecnicos/economicos.
O argumento sobre falta de suporte da JBoss nao e’ totalmente verdadeiro e acredito ser uma “golpe baixo de marketing” da concorrência… Se a JBoss nao tivesse suporte, como poderia ter estudado, testado e comparado as solucoes JBoss entre 2005 e 2006 se a RedHat do Brasil somente comprou a JBoss em meados de 2006? Logo, a enorme quantidade de usuários do JBoss, a quantidade e qualidade dos forums e ate’ mesmo suporte direto de pessoas da própria JBoss foram e sao realidades concretas locais e globais.
Depoimentos exagerados de editores “parciais”, “marketing barato” ou “golpe baixo” de vendedores de licenca nao podem alterar muito um cenario sólido de concorrencia onde engenheiros serios decidem por criterios tecnicos imparciais. Continuarei a usar o JBoss, embora estudar outras opcoes como da SUN sao interessantes. A IBM ainda nao me convenceu…
Viva a concorrencia e liberdade de escolha! Infelizmente, sempre havera’ “golpes baixos”, “marketing enganoso” ou editores “parciais”… Mas cabe a cada um criar maturidade e saber separar a verdade dos fatos e balancear o que for mais conveniente… Em um futuro onde predominara’ modelo de “software como servico”, vendedores de licenca nao terao muito espaco. Quem usar “marketing enganoso” nao se sustentara’ no longo prazo! Clientes que se sentem enganados nunca mais voltam! Cuidado aos oráculos e cartomantes que enganam! Querer prender o cliente em teias e gaiolas esfericas de licencas tambem nao se sustentara’ ! Aos fornecedores de servicos “parciais” e muito tendenciosos, podem se complicar ao misturar engenharia com fe’… As solucoes que proverem os melhores servicos tecnicamente com boa comunidade terao mais sobrevida no futuro do software como servico.
October 19th, 2008 at 2:28 pm
@Todos,
Obrigado pelos comentários, eu insisto em não tentar ser do tipo de cara polêmico, levantar paixões ou crendices, também sou extremamente a favor de um mundo de escolhas, afinal de contas, o capitalismo(tao fortemente inspirador para o mundo de venda de licenças) é um dos principais causadores disto: “Liberdade de escolha, fornecedor etc”. Já podemos ter liberdade de escolha até mesmo com nossos celulares no Brasil (vide projeto Portabilidade Numérica), em software nos dias de hoje também.
Entretanto ainda é importante tomar cuidado quando queremos estabelecer uma nova visão de mercado, ou pior ainda, quando estamos a frente de uma empresa ou nós mesmos somos formadores de opiniões, a palavra exerce um poder que muitas vezes não é medido, por isto vale uma certa cautela.
Em resumo, Glassfish é um produto fantástico, que evolui muito a cada dia, isso é ótimo! Colaborações já estão surgindo, na própria JBoss como já disse, já elencamos em várias vezes o uso do Sun Metro, como nosso stack de WebService, quem sabe mais colaborações se tornem públicas, e ai as escolhas poderão muito mais ser baseadas em fatores de agregação de valor do que o barato papo fisosofico de todos os lados.
Mais uma vez obrigado por todos os comentários, são de alta-qualidade e relevância para várias pessoas.
Forte abraco
E
November 1st, 2008 at 1:33 am
Olá, parabéns pelo post, realmente muitas vezes a disputa entre dois lados acaba tendo ataques diretos ao concorrente, não somente em software, como poítica, religião, etc..
Na minha opinião cabe ao leitor/ouvinte/usuário ter a consciência de digerir o que está sendo dito, e separar o joio do trigo, e discutir o que não concorda. Eu particularmente pulo comentários denegrindo algum produto, caso ele não venha acompanhado de uma boa justificativa, nem que seja só do ponto de vista do escritor.
Embora o editor ai da J.M. tenha dito isso, acredito que ele tenha seus argumentos, até o Linus Torvalds mandou uma dessa esses dias, durante uma palestra dele num evento do Google nos EUA, o que ele falou mal do SVN pra falar do GIT não é brincadeira, ou seja, todo mundo está sujeito a isso.
Só não entendi a citação do Tomcat na comparação com A.S.s, Tomcat não é um A.S., é um servlet container, não faz sentido compara-lo ao JBOSS, Glassfish, Web***s da vida.
Novamente parabens pelo Post.
November 2nd, 2008 at 4:38 am
Oi Fábio,
Obrigado pelo comentário, eu só pus TomCat, pq mesmo ele nao sendo um AppServer, também fica levando umas porradas gratuitas
[]s
E
November 16th, 2008 at 12:20 am
Fala Edgar tudo bem?
Muito bom o teu post. Eu ví o link lá no GUJ e achei muito da hora esse teu comentário.
Na verdade, podemos perceber que esse tipo de fanatismo é diretamente ligado à própria Sun. Se você perceber, o pessoal que mais mete pau em JBoss e cia é a galera “Sun fanboy/fangirls”. Não estou dizendo que a Sun não tenha produtos bom, pois de fato ela tem. O problema é que atacar os produtos da Red Hat e da SpringSource parecem ser coisas prazerosas e a falácia é sempre a mesma: “Se a Sun não padronizou, é lixo”.
Eu sempre gostei do jeito que a JBoss leva seus projetos. Já mexi com quase toda a gama de produtos, jBPM, Seam e a qualidade desses produtos, pra mim, são excelentes. Já não é de hoje que eu lido com os produtos da Red Hat e, na minha opinião, o que faz toda a plataforma J2EE ser o que é hoje não tem nada de Sun no meio e sim somente duas empresas: A Red Hat e a SpringSource. O resto, pra mim, são “buzz-companies”, onde para se promover, falar mal do que fez a comunidade crescer parece ser a única arma disponível para uma auto-promoção.
Ps2.: Um amigo meu fez esse último curso de SOA da JBoss (que teve drools, jbpm, jboss esb etc) e falou que o escritória da Red Hat, é MUITO ANIMAL. Um dia quero ir aí conhecer =P