Você sabe o que significa Tá Safo?

Grupo Tá Safo!

Grupo Tá Safo!

Se você ouvir a maioria dos paraenses falando, você vai perceber uma conjugação verbal que parece até “frescura”, afinal não é sempre que tens a oportunidade de escutares o português com alguns detalhes um tanto quanto distintos, entretanto várias gírias locais, fazem parte de nossa cultura, e essa mistura faz das rodas de bares, ou até mesmo nas conversas de tecnologia torna tudo que se escuta um tanto quanto especial, e entre estas gírias, está a frase “Tá safo”, que podem ter vários significados.

Safo, pode ser aquela pessoa conhecedora de um assunto, ou também “esperto para algo”, ou ainda “solicito” para realizar alguma atividade em conjunto, quando você for a Belém, e alguém lhe perguntar: “E ai tudo certo para finalizarmos o projeto”, você pode responder “tá safo!”, a pessoa vai entender o que você quer dizer! Acredito que por isto, um grupo de várias pessoas “safas” e aptas para responder “tá safo!”, criaram uma comunidade vibrante em torno de vários assuntos de tecnologia, cuja o nome não poderia ser diferente: “Tá safo”.

Uma comunidade de verdade, não se apega aos nomes em si, em caciques, em modelos ortodoxos que lembram uma empresa que todos os modelos de gestão mais modernos condenam com toda a veemência, e esta comunidade, mesmo não morando mais em Belém me parece isto. Eu já encontrei várias pessoas do “Ta Safo” no FISL(Forum Internacional de Software Livre), que acontece em Porto Alegre, o que isto significa?

- Cerca de 4.000 kilometros


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- Um voo de cerca de 8 horas (contando as paradas, é quase o tempo de GRU a MIAMI)
- Um custo de quase R$1.500,00
Então, diga se esses caras não são “safos”?

Trabalhar com tecnologia na região norte é algo extremamente difícil, começando pela mentalidade de baixa autoestima que temos, ao sempre valorizar muito mais o que é de fora de Belém, os sotaques diferentes aos nossos, ou mesmo a aparência. Eu já fui sócio de uma empresa que me orgulha muito a experiência com os profissionais e o público que fizemos, quando fiz parte da Argos Tecnologia, no entanto, era extremamente frustrante, pra mim e para meu sócio Alexandre Magno (hoje na bem sucedida paulistana e londrina AdaptWorks), lidar com tantos problemas como: “Esses caras não são de nada, eles são daqui do Pará, bons de verdade são os caras que vem lá de fora…“, isto me gerava uma revolta tão grande, principalmente porque em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e até fora do país, vejo vários profissionais paraenses sendo respeitados de uma forma que acredito que jamais seriam, se as 18:30 estivessem tomando uma cerveja no AmazonBeer na estação das docas.

Eu fui embora de novo de Belém em 2004, e hoje consigo ver alguma mudança, começo a ver empresas investindo em mão de obra local, e no talento que nosso povo tem, sabe-se lá é pelo Açaí orginal, ou pelo tacacá , ou pela maniçoba, ou pela alegria natural que temos. Junto com essa pequena mudança eis que vejo essa nova comunidade: TaSafo, surgindo como portavoz de outras comunidades, entre elas até o Beljug(Grupo de Usuários Java), da qual tenho prazer de ter trabalhado na sua fundação. O TaSafo representa este espirito mais dinamico, mais aberto, até mesmo como a própria JDK dos dias de hoje, que aceita linguagens como JavaScript, Ruby, Python, Groovy e etc… Então, por que não culminar na junção de esforços unificados, para de vez termos um mercado mais forte, que consuma a mão de obra local, que faça com que sintamos orgulho de nossa gente, e não só quando um representante nosso no esporte faz algo de “inesperado”.

Eu tenho amigos, que fazem parte da minha família, que são guerreiros por trabalharem em Belém, os admiro, pois eles tem mais coragem e disposição que eu mesmo, então este post é para parabenizar todo esse grupo, conhecido como: Tecnologias Abertas com Software Ágil, Fácil e Organizado, ou simplesmente Tá Safo! Todos tem a chance de mudar, de fazer a diferença, então não perca tempo, se você quiser, junte-se a eles.

Só tenho a dizer que esse esforço, essa energia em busca da formação e fomento de tecnologia em nossa região só poderia ser descrita com um advérbio bem nosso: “Paid’égua”!

Acesse hoje: http://tasafo.org/

Palestrando no 4 Forum SOA em São Paulo

Neste dia 24 de Novembro estarei palestrando no 4.o Forum SOA em São Paulo , este evento visa reunir vários executivos, gerentes, Arquitetos, desenvolvedores e tomadores de decisão em torno de vários assuntos relacionados a SOA - Arquitetura Orientada a Serviço.

O Convite para a Red Hat, surgiu graças a alguns casos de sucesso e a repercussão de algumas implementações SOA que estamos trabalhando nos últimos 2 anos, sempre aplicando um modelo de adoção de forma simples porém arrojada, aplicando até vários conceitos de Scrum a adoção, desenho, implantação, governança, avaliação e “retroalimentação” de serviços.

As soluções que a divisão JBoss apresenta ao mercado nos dias de hoje já não são aquelas de 7 anos atrás, com ferramentas que ainda sofriam com pouca produtividade, falta de documentação, Suporte, Serviços e profissionais treinados. Hoje conseguimos através de um time de Serviços reciclado periodicamente em contato direto com os time de Engenharia de produtos, conseguimos através de uma vasta rede de parceiros de serviços, capacitar e levar sucesso à um termo muito mais conhecido como insucesso do que pela pelo real retorno de investimo e aceleração das repostas as necessidades de negócio.

O evento ainda conta com várias outras palestras interessantes, entre elas do meu amigo Antônio Bruce, da SeedTS, um de nossos parceiros JBoss em São Paulo.

Até lá!

E

Não basta ser livre…Deve ser estratégico

Uma grande certeza para pessoas de uma graduação em exatas(engenharia(s), ciências da computação, matemática, física), ao decidirem enfrentarem seja um MBA, Pós-Graduação, ou mesmo um Bacharelado em áreas de negócios e Administração é sofrer um choque com o número de piadas referentes a TI. É o tema central das piadas é quase sempre :

  • Estupidez nas decisões
  • Falta de Cumprimento de Prazo
  • O departamento “filho caçula” (o mais jovem, menor, sempre mais caro, e que pouco pode oferecer para ajudar)
  • Falta de entendimento do que é estratégico para Empresa
  • Aliás o que “estratégico” quer mesmo dizer?

Eu tive esta sensação em sala de aula anos atrás, e muito me questionei a respeito da veracidade destas piadas, e em alguns momentos me dei conta que realmente somos muito bem preparados para tratar resolução de problemas com cálculos e lógica, mas esta habilidade muitas vezes nos falta quando a medida que os anos se passam, e os desenvolvedores viram “Arquitetos”(Super Desenvolvedor), que depois viram Gerentes, e muitas vezes, não há uma adequação deste conhecimento tão valioso para o que é estratégico para uma empresa.

Quando você se depara com uma proporção, uma regra de 3, função linear, para a maioria destes casos, existem fórmulas, e uma vez conhecida as fórmulas, a solução do problema torna-se ligeiramente simples. Quando somos apenas desenvolvedores, é natural pensar de forma escalar, ou seja: “Se estou atrasado nos prazo, e me resta um mês para finalizar o projeto, e na verdade eu precisaria de mais 15 dias para finalizar o projeto, não precisamos de muito esforço para chegar a conclusão que 4 horas a mais por dia, pode me levar a alcançar este prazo”! Mas quando o que está em questão é fazer com que um projeto gaste menos, e que ele gere mais valor para a empresa, mesmo adicionando os operadores mais básico da matemática (- e +), nós começamos a atropelar tudo que aprendemos quando tinhamos 6 ou 7 anos de idade.

O Brasil vem passando por esta crise com uma imensa vantagem sobre inúmeros países, e este foi um momento muito oportuno para provar a simples matemática de “Fazer mais com menos”, tive o grande prazer de trabalhar com inúmeras empresas e gestores neste ano, que tiveram seus orçamentos reduzidos em 50%, para imaginar o que isto representa, imagine mês que vem você começar a operar com todas as suas contas a pagar, mas com a metade do seu salário, complicado não é?

Quando estudamos por exemplo Economia e assuntos relacionados, podemos ver que a sociedade, desde de quando foi banida do paraíso(para os crentes no criacionismo), ou mesmo depois que descobrimos que o fogo é uma super ferramenta(outros), sempre viveu a realidade da Escassez vs Abundância! Ou seja, sempre o homem está em busca de recursos abundantes (milho, petróleo, água), e somente quando esta abundância começa a tornar-se um risco, é que a sociedade começa a viabilizar alternativas novamente para trazer a abundância de algum outro recurso de substituição do que será instiguido ou em carência (ex: Petróleo vs Biodíesel).

Várias empresas grandes, vem num orçamento gordo e generoso: Uma comodidade, naturalmente é fácil gerir um negócio quando não temos cortes de orçamento, e que tudo que fazemos é digamos: Quase sem limite. Então gastar sem avaliar, ponderar é muito mais fácil que ter a coragem para revolucionar de forma arrojada e sustentável.

A abundância de dinheiro, levou o mercado de software proprietário a patamares inalcançáveis para pequenas e médias empresas(PEMs), fazendo com que estas PEMs buscassem esta alternativa na escassez de recursos financeiros, eis então os momentos que o Brasil particularmente pode ser dividido em duas “Escolas” pós-software proprietário:

  • Software Pirata
  • Software Livre

Eu jamais vou negar o carinho, respeito, gratidão e orgulho de ter trabalhado numa empresa que fez história em Software: Borland Corporation, naquela época uma empresa do modelo “Software Proprietário”, mas que teve coragem de abrir o código fonte de seu banco de dados Interbase para a criação do projeto opensource de banco de dados FireBird; mas o gancho da Borland serve só para mostrar um pequeno fator interessante de nossa primeira escola pós-software proprietário: Como uma das mais bem sucedidas ferramentas de desenvolvimento no mercado brasileiro da década de 90 o Borland Delphi Enterprise tinha um custo se não me falhe a memória de cerca de R$2.500,00, num período que o salário mínimo era R$120,00, então, vamos contabilizar que hoje isto seria mais ou menos 20 salários mínimos, com esta base comparativa é quase que lógico que para alguns empresários este valor é um absurdo, se tratando de uma PME, sendo assim era muito mais fácil comprar um CD pirata por R$20, eis então que o Brasil era um dos líderes em pirataria, com números próximos de Russia e China. As empresas de software no Brasil tinham na ABES, uma organização que visava inibir a pirataria, multando as empresas infratoras e taxadas até de criminosas, no caso de uso desta prática. Bom, a abundância de Software Pirata em risco, que era a alternativa ao escasso recurso de Software Proprietário caro, começou a entrar em declínio, eis então que as empresas foram em busca de um novo modelo.

A segunda escola pós-software proprietário, visava contornar os problemas outrora gerados pela escola de software pirata, estes softwares, como o sistema operacional Linux, Perl, PHP, Samba, Eclipse, JBoss, TomCat, começou a permear vários “CPDs” em todo o Brasil, e nesta época todos esses softwares tinham o custo apenas de “Tempo de espera do Download”, já que a conexão de Internet em 2000, 2001 não eram lá tão rápidas. Com a ilusão do grátis por ser grátis, e como uma alternativa segura anti-pirataria, eis uma nova forma abundante de manter software. Esta abundância continuou a manter o budget das empresas baixo, mas começou a oferecer o declínio da abundância dos seguintes recursos:

  • Segurança das Empresas
  • Diminuição dos Riscos
  • Suporte e Serviço Especializado
  • Garantia de Continuidade

No modelo software-pirata a empresa se começasse a sofrer um prejuízo do mau funcionamento do software, poderia recorrer a versão original do software, conseguindo assim reestabilizar a abundância dos recursos acima citados, entretanto as do modelo de software grátis, estabeleceu-se então novos questionamentos, entre eles, um Banco que existia no Brasil, que por acaso foi a falência, uma vez li a entrevista de seu CIO até então dizendo que: “Eu não uso linux, pois ninguém me cobra por ele, se ninguém me cobra, eu não posso exigir qualidade!”. Alguns podem lembrar deste banco, quando li isto, eu era mais jovem, e com uma cabeça muito de “Engenheiro”, e minha interpretação foi: “Comentário ridiculo”, mas hoje, para mim faz todo o sentido esta frase! E não só este CIO, mas vários CIOs em todo o Brasil são cobrados pela abundância e manutenção dos recursos citados, pois eles definem a rentabilidade e crescimento da empresa, uma vez que eles começarem a cair, a empresa começará a perder seu maior dos recursos no mundo capitalista: Dinheiro!

A prática de software livre no Brasil já tem cerca de 10 anos, vide o Forum Internacional de Software Livre - FISL, que acontece todo o ano em Porto Alegre, e que ano que vem para para sua edição de número 11. Então a cultura que Software Livre é gratuito é uma confusão vinda do termo em Inglês: Free Software, onde a palavra “Free” está muito mais no contexto de “Liberdade” do que de “Custos”. Como nós somos humanos, leva um grande tempo até entendermos e compreendermos o valor dos recursos que outrora não tinham custos, para que a qualquer momento tenha um custo, seja ele qual for! Reflita em como tratamos hoje os nossos planos de saúde, nós temos a opção de termos esse “direito” de forma gratuita, mas em nosso país é impossível que tenhamos o mínimo de confiança em nosso sistema público de saúde, cabendo a nós termos que arcar com os planos de saúde que oferecem atendimento privado, existem vários outros exemplos, mas parece que quando o assunto é software as pessoas tornam-se até rispidas quando qualquer outro modelo fora o grátis é oferecido para suas empresas.

Já tive oportunidades de ter reuniões com equipes de suporte a servidores de aplicação e infra, as quais são compostas por profissionais altamente capacitados, conhecedores do assunto, mas que ao mesmo tempo muitas vezes tiveram uma postura hostil, por acharem que se eles se renderem a terem que ter um suporte significa “pedir pinico”, “rendição”, “desqualificação”… E isso é um sentimento natural, pelo menos eu tento encarar assim, afinal é mais fácil observar as coisas por esse lado, do que: “Vamos dividir a culpa caso algo dê errado…”, “Vamos dividir os esforços e frentes de trabalho”, “Vamos colaborar”, “Vamos ter alguém mais para emitir uma opinião”.

Como uma busca de trazer um modelo mais sustentável de software, a Red Hat promove o que chamamos de Software Livre Profissional, e se ele é profissional, ele deve atender alguns requisitos como: SLA, Apoio Legal, Garantia de Continuidade etc. Mas antes de falar deste modelo de negócio, a Red Hat promove todo um ecosistema de comunidades em torno do desenvolvimento de soluções livres, no que diz respeito a liberdade para ter acesso como todas estas soluções foram implementadas, para que as empresas tenham a segurança para saber o que se passa internamente naquele software, embora esse acesso aos códigos fontes, também permite a expansão do conhecimento e a democratização do bem mais precioso da humanidade: Cultura.

Este movimento de liberdade, começou em 1984, Steven Levy publicou: “Heroes of the Computer Revolution”, que reunia os princípios dos Hackers, entre estes: “The information must be free”. Durante muito tempo isto foi levado em consideração como “gratuíto”, eis então que Stewart Brand adaptou: “The Information want to be free”, que na verdade o sentido é: “A Informação quer ser livre!”. E você sabe o porquê?
É um tanto quanto simples, isto deve-se ao fato que toda a informação abundante quer ser aberta, de livre acesso, para que seja divulgada em massa e alto volume (veja a Web 2.0 [Twitter, Facebook, LinkedInn]), no entanto, a informação esacassa quer ser escassa, presa, fechada, proprietária e cara, o que faz com a grande massa não tenha acesso. Durante anos, as empresas proprietárias ganharam muito dinheiro com essa premissa. Eis então, que a Red Hat surge como um “Catalizador de Comunidades, Pessoas e Clientes criando um ecosistema de oportunidades e negócios baseados na Informação de forma livre”. Porém, amadurecer todas as informações, e formatá-las de forma que as empresas obtenham valor delas, requer um esforço enorme e um alto investimento também em capital humano, é isto que a Red Hat faz com o seu modelo de “Assinatura de Suporte”, no qual você não paga pelo Software em si, mas sim pelo direito de ter as informações compiladas de forma que você não perca tempo você mesmo para amadurecer todas estas informações, e ainda com a possibilidade de tirar dúvidas e ter total garantia destas informações… Isto faz sentido?

O “Custo Marginal”(http://pt.wikipedia.org/wiki/Custo_marginal) da produtização de uma solução de código livre é infinitamente inferior a de uma proprietária, ao passo que esta economia é repassado para os clientes oferecendo um valor de investimento no mínimo 80% menor. Estes 20% que você investe em soluções de código livre profissionais, garantem toda a existência e manutenção deste ecosistema, que faz com que desenvolvedores de vários cantos do mundo possam se dedicar a evolução destas soluções, com o benefício da aderência em diversos mercados, fazendo com que esta solução seja testada no mínimo 10x mais que qualquer outra solução proprietária.

É importante ressaltar que temos que olhar para fatos com base fatores profissionais e de negócio, e não somente opiniões de base romantica ou utópica, precisamos de fatos que comprovem os motivos pelos quais algumas soluções do mercado hoje em dia são 100% gratuítas, outras são extremamente caras, e outras ficam no meio termo. A Google não oferece um E-mail com Gigas de espaço a troco de nada, ela consegue com base em todo o texto que enviamos e recebemos otimizar e melhorar o “crawler” dela, ela consegue saber qual o “comportamento padrão do consumidor”, levando a Google a ter uma base de conhecimento sobre seus clientes que vale uma quantia inestimada de “DINHEIRO”, mas isto é camuflado com a história do Grátis! O Grátis não é um fator decisivo de sucesso de negócio, tão pouco continuidade, vejam quantas empresas na onda da Web nascem e morrem tão rápido quanto as estrelas no universo. É difícil para várias pessoas entenderem que deve haver um modelo sustentável para entregar e evoluir toda e qualquer solução que cai em âmbito corporativo.

Temos o exemplo claro que “Software Livre” por “Software Livre”, quando mal feito, leva uma empresa gigante como a Sun Microsystems a ser vendida por uma quantia no mínimo “modesta” para uma empresa proprietária! Significa isto a vitória do Proprietário sobre o Opensource? Na minha visão a resposta é não, na realidade é a compra de uma empresa que falhou sim na estratégia de software livre profissional, que mesmo com um portfólio fantástico de produtos se deparou com a simples realidade do capitalismo: “As empresas precisam fazer dinheiro de alguma forma para sobreviver…”, e da mesma forma, que se você ficar devendo seu cartão crédito quando gasta mais do que ganha, as empresas que não fazem dinheiro, acabam usando suas reservas, o que deprecia seu valor nas bolsas de valores, fazendo com que com imensa tristeza termos que ver uma empresa que várias pessoas respeitam, sendo incorporada a uma empresa que sabe exatamente “como fazer dinheiro”, certos ou não, mas eles sabem!

Para concluir, busque não se ater ao valor das soluções somente em termos de custos, mas sim em quanto valor uma solução traz para sua empresa, e esta por sua vez, nem precisa ser de software livre, caso a solução que você precise esteja disponível apenas no mundo proprietário, adquira-a então, porém se você tiver uma alternativa de software livre, como já foi dito, você tem duas opções, um suporte de comunidade, baseado em pesquisas e sorte do google poder lhe trazer a solução, e isto sem garantia do prazo ou mesmo qualidade da solução, ou você busca uma solução que possua algum modelo de suporte, para poder minimizar riscos, levando a maximização do uso de orçamento, e de repente fazendo com que você leve uma alternativa que combine: Redução de Custos com Qualidade garantida. O caro e o barato só pode ser mensurado com base na comparação, se seu filho lhe pede um presente de R$300, mas você ganha RS2000, isso representa algo que realmente é caro, porém se seu salário for R$6.000… Esse regalo não será assim tão caro, o que isso relaciona com software livre? Simples, se você tem uma solução livre em termos de suporte, treinamento, garantia de continuidade e serviços que custe meio milhão de reais por ano (R$500.000) ela pode parecer cara em princípio, no entanto, se essa solução impede que você perca R$600.000 por período que sua aplicação pode ficar fora do ar…. Ela passa a ser extremamente barata, se for levado em consideração a segurança e a redução de riscos que isso envolve. Sendo assim, seja estratégico, não pense apenas em números, seja arrojado, pondere, reflita, antes de pensar que tudo que aparece ao seu redor é caro, e tudo deve ser grátis! Não, não existe almoço de graça! E mesmo neles ah quase 200 anos atrás nos Estados Unidos, você até comia de graça, mas cada conhaque consumido estava embutido todo o preço do seu almoço…Apenas reflita! Enquanto muitas pessoas reclamam das valores das soluções livres profissionais, estão utilizando muitas vezes um sistema operacional ou pirata, ou que acha que foi de graça, mas o custo OEM foi adicionado no valor do hardware, ou seja, nada é de graça! Escrevi todo este texto no avião a caminho de um cliente, e me questiono, por que não me deram uma passagem de graça? Por que não tomei café de graça ? Por que até o estacionamento descoberto que deixei o carro no aeroporto, nem isso é de graça! Aliás, por que eu não atendo o cliente de graça? E só existe uma explicação: Vivemos num mundo capitalista…Onde uma das grandes bases da sociedade para que ela sobreviva é dinheiro! Reflita….

Mas como diria meu colega Ricardo Bimbo: “Mas o abraço é livre!”

Edgar