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Uma grande certeza para pessoas de uma graduação em exatas(engenharia(s), ciências da computação, matemática, física), ao decidirem enfrentarem seja um MBA, Pós-Graduação, ou mesmo um Bacharelado em áreas de negócios e Administração é sofrer um choque com o número de piadas referentes a TI. É o tema central das piadas é quase sempre :

  • Estupidez nas decisões
  • Falta de Cumprimento de Prazo
  • O departamento “filho caçula” (o mais jovem, menor, sempre mais caro, e que pouco pode oferecer para ajudar)
  • Falta de entendimento do que é estratégico para Empresa
  • Aliás o que “estratégico” quer mesmo dizer?

Eu tive esta sensação em sala de aula anos atrás, e muito me questionei a respeito da veracidade destas piadas, e em alguns momentos me dei conta que realmente somos muito bem preparados para tratar resolução de problemas com cálculos e lógica, mas esta habilidade muitas vezes nos falta quando a medida que os anos se passam, e os desenvolvedores viram “Arquitetos”(Super Desenvolvedor), que depois viram Gerentes, e muitas vezes, não há uma adequação deste conhecimento tão valioso para o que é estratégico para uma empresa.

Quando você se depara com uma proporção, uma regra de 3, função linear, para a maioria destes casos, existem fórmulas, e uma vez conhecida as fórmulas, a solução do problema torna-se ligeiramente simples. Quando somos apenas desenvolvedores, é natural pensar de forma escalar, ou seja: “Se estou atrasado nos prazo, e me resta um mês para finalizar o projeto, e na verdade eu precisaria de mais 15 dias para finalizar o projeto, não precisamos de muito esforço para chegar a conclusão que 4 horas a mais por dia, pode me levar a alcançar este prazo”! Mas quando o que está em questão é fazer com que um projeto gaste menos, e que ele gere mais valor para a empresa, mesmo adicionando os operadores mais básico da matemática (- e +), nós começamos a atropelar tudo que aprendemos quando tinhamos 6 ou 7 anos de idade.

O Brasil vem passando por esta crise com uma imensa vantagem sobre inúmeros países, e este foi um momento muito oportuno para provar a simples matemática de “Fazer mais com menos”, tive o grande prazer de trabalhar com inúmeras empresas e gestores neste ano, que tiveram seus orçamentos reduzidos em 50%, para imaginar o que isto representa, imagine mês que vem você começar a operar com todas as suas contas a pagar, mas com a metade do seu salário, complicado não é?

Quando estudamos por exemplo Economia e assuntos relacionados, podemos ver que a sociedade, desde de quando foi banida do paraíso(para os crentes no criacionismo), ou mesmo depois que descobrimos que o fogo é uma super ferramenta(outros), sempre viveu a realidade da Escassez vs Abundância! Ou seja, sempre o homem está em busca de recursos abundantes (milho, petróleo, água), e somente quando esta abundância começa a tornar-se um risco, é que a sociedade começa a viabilizar alternativas novamente para trazer a abundância de algum outro recurso de substituição do que será instiguido ou em carência (ex: Petróleo vs Biodíesel).

Várias empresas grandes, vem num orçamento gordo e generoso: Uma comodidade, naturalmente é fácil gerir um negócio quando não temos cortes de orçamento, e que tudo que fazemos é digamos: Quase sem limite. Então gastar sem avaliar, ponderar é muito mais fácil que ter a coragem para revolucionar de forma arrojada e sustentável.

A abundância de dinheiro, levou o mercado de software proprietário a patamares inalcançáveis para pequenas e médias empresas(PEMs), fazendo com que estas PEMs buscassem esta alternativa na escassez de recursos financeiros, eis então os momentos que o Brasil particularmente pode ser dividido em duas “Escolas” pós-software proprietário:

  • Software Pirata
  • Software Livre

Eu jamais vou negar o carinho, respeito, gratidão e orgulho de ter trabalhado numa empresa que fez história em Software: Borland Corporation, naquela época uma empresa do modelo “Software Proprietário”, mas que teve coragem de abrir o código fonte de seu banco de dados Interbase para a criação do projeto opensource de banco de dados FireBird; mas o gancho da Borland serve só para mostrar um pequeno fator interessante de nossa primeira escola pós-software proprietário: Como uma das mais bem sucedidas ferramentas de desenvolvimento no mercado brasileiro da década de 90 o Borland Delphi Enterprise tinha um custo se não me falhe a memória de cerca de R$2.500,00, num período que o salário mínimo era R$120,00, então, vamos contabilizar que hoje isto seria mais ou menos 20 salários mínimos, com esta base comparativa é quase que lógico que para alguns empresários este valor é um absurdo, se tratando de uma PME, sendo assim era muito mais fácil comprar um CD pirata por R$20, eis então que o Brasil era um dos líderes em pirataria, com números próximos de Russia e China. As empresas de software no Brasil tinham na ABES, uma organização que visava inibir a pirataria, multando as empresas infratoras e taxadas até de criminosas, no caso de uso desta prática. Bom, a abundância de Software Pirata em risco, que era a alternativa ao escasso recurso de Software Proprietário caro, começou a entrar em declínio, eis então que as empresas foram em busca de um novo modelo.

A segunda escola pós-software proprietário, visava contornar os problemas outrora gerados pela escola de software pirata, estes softwares, como o sistema operacional Linux, Perl, PHP, Samba, Eclipse, JBoss, TomCat, começou a permear vários “CPDs” em todo o Brasil, e nesta época todos esses softwares tinham o custo apenas de “Tempo de espera do Download”, já que a conexão de Internet em 2000, 2001 não eram lá tão rápidas. Com a ilusão do grátis por ser grátis, e como uma alternativa segura anti-pirataria, eis uma nova forma abundante de manter software. Esta abundância continuou a manter o budget das empresas baixo, mas começou a oferecer o declínio da abundância dos seguintes recursos:

  • Segurança das Empresas
  • Diminuição dos Riscos
  • Suporte e Serviço Especializado
  • Garantia de Continuidade

No modelo software-pirata a empresa se começasse a sofrer um prejuízo do mau funcionamento do software, poderia recorrer a versão original do software, conseguindo assim reestabilizar a abundância dos recursos acima citados, entretanto as do modelo de software grátis, estabeleceu-se então novos questionamentos, entre eles, um Banco que existia no Brasil, que por acaso foi a falência, uma vez li a entrevista de seu CIO até então dizendo que: “Eu não uso linux, pois ninguém me cobra por ele, se ninguém me cobra, eu não posso exigir qualidade!”. Alguns podem lembrar deste banco, quando li isto, eu era mais jovem, e com uma cabeça muito de “Engenheiro”, e minha interpretação foi: “Comentário ridiculo”, mas hoje, para mim faz todo o sentido esta frase! E não só este CIO, mas vários CIOs em todo o Brasil são cobrados pela abundância e manutenção dos recursos citados, pois eles definem a rentabilidade e crescimento da empresa, uma vez que eles começarem a cair, a empresa começará a perder seu maior dos recursos no mundo capitalista: Dinheiro!

A prática de software livre no Brasil já tem cerca de 10 anos, vide o Forum Internacional de Software Livre - FISL, que acontece todo o ano em Porto Alegre, e que ano que vem para para sua edição de número 11. Então a cultura que Software Livre é gratuito é uma confusão vinda do termo em Inglês: Free Software, onde a palavra “Free” está muito mais no contexto de “Liberdade” do que de “Custos”. Como nós somos humanos, leva um grande tempo até entendermos e compreendermos o valor dos recursos que outrora não tinham custos, para que a qualquer momento tenha um custo, seja ele qual for! Reflita em como tratamos hoje os nossos planos de saúde, nós temos a opção de termos esse “direito” de forma gratuita, mas em nosso país é impossível que tenhamos o mínimo de confiança em nosso sistema público de saúde, cabendo a nós termos que arcar com os planos de saúde que oferecem atendimento privado, existem vários outros exemplos, mas parece que quando o assunto é software as pessoas tornam-se até rispidas quando qualquer outro modelo fora o grátis é oferecido para suas empresas.

Já tive oportunidades de ter reuniões com equipes de suporte a servidores de aplicação e infra, as quais são compostas por profissionais altamente capacitados, conhecedores do assunto, mas que ao mesmo tempo muitas vezes tiveram uma postura hostil, por acharem que se eles se renderem a terem que ter um suporte significa “pedir pinico”, “rendição”, “desqualificação”… E isso é um sentimento natural, pelo menos eu tento encarar assim, afinal é mais fácil observar as coisas por esse lado, do que: “Vamos dividir a culpa caso algo dê errado…”, “Vamos dividir os esforços e frentes de trabalho”, “Vamos colaborar”, “Vamos ter alguém mais para emitir uma opinião”.

Como uma busca de trazer um modelo mais sustentável de software, a Red Hat promove o que chamamos de Software Livre Profissional, e se ele é profissional, ele deve atender alguns requisitos como: SLA, Apoio Legal, Garantia de Continuidade etc. Mas antes de falar deste modelo de negócio, a Red Hat promove todo um ecosistema de comunidades em torno do desenvolvimento de soluções livres, no que diz respeito a liberdade para ter acesso como todas estas soluções foram implementadas, para que as empresas tenham a segurança para saber o que se passa internamente naquele software, embora esse acesso aos códigos fontes, também permite a expansão do conhecimento e a democratização do bem mais precioso da humanidade: Cultura.

Este movimento de liberdade, começou em 1984, Steven Levy publicou: “Heroes of the Computer Revolution”, que reunia os princípios dos Hackers, entre estes: “The information must be free”. Durante muito tempo isto foi levado em consideração como “gratuíto”, eis então que Stewart Brand adaptou: “The Information want to be free”, que na verdade o sentido é: “A Informação quer ser livre!”. E você sabe o porquê?
É um tanto quanto simples, isto deve-se ao fato que toda a informação abundante quer ser aberta, de livre acesso, para que seja divulgada em massa e alto volume (veja a Web 2.0 [Twitter, Facebook, LinkedInn]), no entanto, a informação esacassa quer ser escassa, presa, fechada, proprietária e cara, o que faz com a grande massa não tenha acesso. Durante anos, as empresas proprietárias ganharam muito dinheiro com essa premissa. Eis então, que a Red Hat surge como um “Catalizador de Comunidades, Pessoas e Clientes criando um ecosistema de oportunidades e negócios baseados na Informação de forma livre”. Porém, amadurecer todas as informações, e formatá-las de forma que as empresas obtenham valor delas, requer um esforço enorme e um alto investimento também em capital humano, é isto que a Red Hat faz com o seu modelo de “Assinatura de Suporte”, no qual você não paga pelo Software em si, mas sim pelo direito de ter as informações compiladas de forma que você não perca tempo você mesmo para amadurecer todas estas informações, e ainda com a possibilidade de tirar dúvidas e ter total garantia destas informações… Isto faz sentido?

O “Custo Marginal”(http://pt.wikipedia.org/wiki/Custo_marginal) da produtização de uma solução de código livre é infinitamente inferior a de uma proprietária, ao passo que esta economia é repassado para os clientes oferecendo um valor de investimento no mínimo 80% menor. Estes 20% que você investe em soluções de código livre profissionais, garantem toda a existência e manutenção deste ecosistema, que faz com que desenvolvedores de vários cantos do mundo possam se dedicar a evolução destas soluções, com o benefício da aderência em diversos mercados, fazendo com que esta solução seja testada no mínimo 10x mais que qualquer outra solução proprietária.

É importante ressaltar que temos que olhar para fatos com base fatores profissionais e de negócio, e não somente opiniões de base romantica ou utópica, precisamos de fatos que comprovem os motivos pelos quais algumas soluções do mercado hoje em dia são 100% gratuítas, outras são extremamente caras, e outras ficam no meio termo. A Google não oferece um E-mail com Gigas de espaço a troco de nada, ela consegue com base em todo o texto que enviamos e recebemos otimizar e melhorar o “crawler” dela, ela consegue saber qual o “comportamento padrão do consumidor”, levando a Google a ter uma base de conhecimento sobre seus clientes que vale uma quantia inestimada de “DINHEIRO”, mas isto é camuflado com a história do Grátis! O Grátis não é um fator decisivo de sucesso de negócio, tão pouco continuidade, vejam quantas empresas na onda da Web nascem e morrem tão rápido quanto as estrelas no universo. É difícil para várias pessoas entenderem que deve haver um modelo sustentável para entregar e evoluir toda e qualquer solução que cai em âmbito corporativo.

Temos o exemplo claro que “Software Livre” por “Software Livre”, quando mal feito, leva uma empresa gigante como a Sun Microsystems a ser vendida por uma quantia no mínimo “modesta” para uma empresa proprietária! Significa isto a vitória do Proprietário sobre o Opensource? Na minha visão a resposta é não, na realidade é a compra de uma empresa que falhou sim na estratégia de software livre profissional, que mesmo com um portfólio fantástico de produtos se deparou com a simples realidade do capitalismo: “As empresas precisam fazer dinheiro de alguma forma para sobreviver…”, e da mesma forma, que se você ficar devendo seu cartão crédito quando gasta mais do que ganha, as empresas que não fazem dinheiro, acabam usando suas reservas, o que deprecia seu valor nas bolsas de valores, fazendo com que com imensa tristeza termos que ver uma empresa que várias pessoas respeitam, sendo incorporada a uma empresa que sabe exatamente “como fazer dinheiro”, certos ou não, mas eles sabem!

Para concluir, busque não se ater ao valor das soluções somente em termos de custos, mas sim em quanto valor uma solução traz para sua empresa, e esta por sua vez, nem precisa ser de software livre, caso a solução que você precise esteja disponível apenas no mundo proprietário, adquira-a então, porém se você tiver uma alternativa de software livre, como já foi dito, você tem duas opções, um suporte de comunidade, baseado em pesquisas e sorte do google poder lhe trazer a solução, e isto sem garantia do prazo ou mesmo qualidade da solução, ou você busca uma solução que possua algum modelo de suporte, para poder minimizar riscos, levando a maximização do uso de orçamento, e de repente fazendo com que você leve uma alternativa que combine: Redução de Custos com Qualidade garantida. O caro e o barato só pode ser mensurado com base na comparação, se seu filho lhe pede um presente de R$300, mas você ganha RS2000, isso representa algo que realmente é caro, porém se seu salário for R$6.000… Esse regalo não será assim tão caro, o que isso relaciona com software livre? Simples, se você tem uma solução livre em termos de suporte, treinamento, garantia de continuidade e serviços que custe meio milhão de reais por ano (R$500.000) ela pode parecer cara em princípio, no entanto, se essa solução impede que você perca R$600.000 por período que sua aplicação pode ficar fora do ar…. Ela passa a ser extremamente barata, se for levado em consideração a segurança e a redução de riscos que isso envolve. Sendo assim, seja estratégico, não pense apenas em números, seja arrojado, pondere, reflita, antes de pensar que tudo que aparece ao seu redor é caro, e tudo deve ser grátis! Não, não existe almoço de graça! E mesmo neles ah quase 200 anos atrás nos Estados Unidos, você até comia de graça, mas cada conhaque consumido estava embutido todo o preço do seu almoço…Apenas reflita! Enquanto muitas pessoas reclamam das valores das soluções livres profissionais, estão utilizando muitas vezes um sistema operacional ou pirata, ou que acha que foi de graça, mas o custo OEM foi adicionado no valor do hardware, ou seja, nada é de graça! Escrevi todo este texto no avião a caminho de um cliente, e me questiono, por que não me deram uma passagem de graça? Por que não tomei café de graça ? Por que até o estacionamento descoberto que deixei o carro no aeroporto, nem isso é de graça! Aliás, por que eu não atendo o cliente de graça? E só existe uma explicação: Vivemos num mundo capitalista…Onde uma das grandes bases da sociedade para que ela sobreviva é dinheiro! Reflita….

Mas como diria meu colega Ricardo Bimbo: “Mas o abraço é livre!”

Edgar

JBoss Open Choice

JBoss Open Choice

Durante o JavaOne da semana anterior, a Red Hat lançou uma estratégia chamada: JBoss Open Choice , que em resumo é a possibilidade de clientes que utilizem aplicações Java num ambiente “leve”, também consigam ter suporte e a garantia de SLA de um fornecedor.

Como uma das novidades do JEE 6 teremos o que chamamos de Profiles ou perfis, e já está previsto, um perfil de servidor de aplicações Java mais leve, ou seja, que não tenha toda a complexidade de um servidor de aplicações completo JEE5, e sim que tenha basicamente um container Web, Pool de Conexões e o básico de WebServices e até mesmo questões de OSGI. Então você pode pensar: ” Então isto é um TomCat ou Jetty ” ;  se você pensou assim, você está certo.

Calma, assim como você não é obrigado a pagar por um plano de saúde, você também não será obrigado a pagar pelo suporte de seu ambiente TomCat, mas se você quer ter um tratamento para seu ambiente “corporativo” melhor que o que recebemos do SUS no Brasil, você tem a “opção aberta” para ter suporte para seu ambiente, mesmo que Tomcat, ou seja, se você está satisfeito com Tomcat, e acredita que não precisa escalar para um Servidor de Aplicações, você pode permanecer no seu tomcat sem nenhum problema, e ainda ter suporte da Red Hat .

Questão de adequação

Em qualquer indústria, você tem que se adequar as necessidades, sejam elas de orçamento, geográficas ou de negócios, sendo assim, o que a Red Hat está buscando é simplesmente atender qualquer tipo de cliente, e não pense que apenas clientes considerados pequenos utilizam o Tomcat, várias empresas gigantes no mercado brasileiro utilizam o poderoso container Web da Apache, e aí você pensa: “Por que a Red Hat dá suporte no Tomcat?”, a resposta é que grandes contribuidores do Apache Tomcat são pagos pela Red Hat, para que eles dediquem seu tempo e trabalho na evolução e melhoria deste projeto.

Qual sua opção?

Qual sua opção?

Tudo bem, você pode pensar, que seus pais cabem na cabina da Montana, e a sua esposa é magrinha, ela se aperta um pouquinho, mas mesmo que você ponha sua sogra, sogro e cachorros, com certeza a polícia irá lhe parar :).

Suporte para frameworks populares: Spring, Struts e GWT

Além da oferta de suporte para os servidores que se adequem às suas necessidades, a Red Hat também oferecerá suporte a aplicações que foram construídas com Struts, Spring ou mesmo o GWT que sejam executadas em seus ambientes de Servidores de Aplicações.

Liberdade de escolha, este é o objetivo, bem como: Use seu orçamento da melhor forma possível, já que você não precisa mais adquirir produtos proprietários a custos altíssimos, já que você têm projetos opensource com suporte e garantia para tornar seu investimento em TI algo muito mais razoável para os tempos de crise que vivemos hoje em dia.

Consulte o site da Red Hat no Brasil: www.br.redhat.com

profilerlogo

Clebert Suconic, É um JBoss Core Developer que já passou pelo JBoss Cache, JBoss Serialization e atualmente está no JBoss Messaging. Clebert é sempre uma ótima referência de talento brasileiro na JBoss,  ele foi o criador e é atual Project Lead do JBoss Profiler, a ferramenta capaz de realizar testes e profiler vários Ambientes de Servidores de Aplicações , exemplo Sun Java System Application Server e claro o JBoss AS.

Já havia usado o JBoss Profiler inúmeras vezes na minha antiga empresa, aliás o Profiler nasceu por lá , visto que Clebert também trabalhou para a Summa. Estamos agora juntos com várias pessoas da comunidade, incluindo pessoas da Europa e até Japão, trabalhando na versão 2.0 do JBProfiler.
Várias novidades, estarão vindo no JBoss Profiler 2.0, entre elas esperamos a integração 100% Java para coleta de snapshots, assim como um webconsole novo, com alguns novos gráficos e todo construido utilizando JBoss Seam. Bom, novidades deste projeto, tentarei expor um pouco a respeito delas por aqui. A principal novidade é a nova logo do Projeto. Espero que gostem.

Pierre

Pierre Fricke, Diretor de Produtos da JBoss, escreveu um ótimo artigo sobre SOA, muito mais de visão de negócio e aplicabilidades, problemas e vantagens do que sobre Tecnologia, vale a pena conferir, leia aqui:


Artigo de Pierre Fricke

Dias atrás publiquei no meu blog do java.net um post que tenta ensinar jBPM para as pessoas baseado/comparando ao Struts Framework. Uma das melhores formas de aprendizado ainda é com base na comparação, esse é um dos exemplos que tenho mostrado no Brasil, e até essa semana em Londres, para mostrar o quao simples pode ser uma máquina de processos.

Linguagens de Processos

O JBoss jBPM é mais que um framework de BPM, de fato vamos além disto, onde temos uma máquina de execução de processo agnóstica do ponto de vista de que linguagens, hoje suportamos JPDL, BPEL e Seam Flow, com a ajuda do JBoss ESB também podemos até suportar algo baseado no Rules Flow, ou na sua linguagem desde que você forneça o provider para tal. Ainda que BPEL seja uma linguagem apontada para o “padrão”, na minha ótica é uma linguagem “não elegante”[1] e com vários buracos e necessidades ainda nao supridas, porém se seus processos envolvem apenas WebServices em termos de orquestração, BPEL atende, porém se você precisar de interações com usuários (Swinlanes), BPEL começa a ser problemático [1]. Ao passo que com JPDL, que é a linguagem padrão de representação do processo no jBPM, necessidades como estas relacionadas a tarefas associados a humanos(usuários) é algo extremamente simples.

Básico de um Processo

Longe da pretenção desse post explicar Finite State Machine ou Diagramas de Estado, mas estes conceitos em mente lhe deixam claro a cerca de processos. Basicamente tenha em mente que um fluxo tem um início e fim, e nesse caminho uma série de caminhos normais e fluxos alternativos. Veja o simples exemplo da entrega de um relatório de despesas:

Processo

Entre o início e fim, temos uma atividade, que tem o nome “entrega-report”. Esta caixinha por sua vez possui eventos, estados, informações, variáveis que podem ou não estar associados a ela. Por exemplo, para sair dessa caixinha, um bean com as informacoes do relatório deve estar preenchida.

Criando um Servlet para ser o Gerenciador/Controller de execução de Processos

Para explicar a máquina de processos, vamos criar um servlet inspirado no ActionServlet do Struts, que pega o valor da ação com base em um parametro, e entrao chama todo o engine do jBPM e faz a máquina ir para o tarefa do processo apontado através de uma simples URL ou Form Html, veja o exemplo:

[java]

public class ServletBPM extends javax.servlet.http.HttpServlet implements javax.servlet.Servlet {

ProcessDefinition processDefinition;

static JbpmConfiguration jbpmConfiguration = JbpmConfiguration.getInstance();

static JbpmContext bpmContext = jbpmConfiguration.getCurrentJbpmContext();

….

public void init() throws ServletException {
super.init();
processDefinition =
ProcessDefinition.parseXmlInputStream
(getServletContext().getResourceAsStream
(”/WEB-INF/processes/reembolso/processdefinition.xml”));
}

protected void doGet(HttpServletRequest request, HttpServletResponse response) throws ServletException, IOException {

ProcessInstance instance =
new ProcessInstance(processDefinition);

instance.getContextInstance().setVariable(”request”, request);
instance.getContextInstance().setVariable(”response”, response);

Token token = instance.getRootToken();

String acao = request.getParameter(”action”);

token.signal(acao);
}[/java]

Como você pode ver, antes de chamar o método signal, que funciona como um “pescoção” ou um “pedala robinho” na tarefa do processo, fazendo com que ela seja executada, nos adicionamos o request e o response do Servlet no contexto da máquina de processo. Isso serve para mostrar a idéia que você pode injetar o que quiser no contexto da execução do processo, assim como você faz no contexto de uma sessão http.

Criando a Action (ActionHandler)

No jBPM o que basicamente você precisa é criar uma ação que no nosso caso vai ser invocada depois que sairmos(node-leave) da tarefa(Caixinha), e veja que do jBPM context podemos dizer até para que página a aplicação deve ir pois temos tudo que precisamos para fazer o jBPM interagir num contexto Http.

[java]

import javax.servlet.RequestDispatcher;
import javax.servlet.http.HttpServletRequest;
import javax.servlet.http.HttpServletResponse;

import org.jbpm.graph.def.ActionHandler;
import org.jbpm.graph.exe.ExecutionContext;

import br.com.redhat.bpm.pojo.Reembolso;

public class EntregaReportAction implements ActionHandler {

HttpServletRequest request;

HttpServletResponse response;

private static final long serialVersionUID = -2649703227240922449L;

public void execute(ExecutionContext ctx) throws Exception {

//getting an HttpResponse from Context

request = (HttpServletRequest) ctx.getVariable(”request”);

response = (HttpServletResponse) ctx.getVariable(”response”);

Reembolso r = new Reembolso();

r.setFuncionario(request.getParameter(”funcionario”));

r.setPeriodo(request.getParameter(”data”));

r.setValor(new Double(request.getParameter(”valor”)));

JPAResolver.getResolver(Reembolso.class).save(r);

RequestDispatcher rd = request.getRequestDispatcher(”aguardeProcessamento.jsp”);

rd.forward(request, response);

}[/java]

Espero que esse exemplo, possa demonstrar a simplicidade de usar máquinas de processos, daqui pra frente estou certo que você poderia usar esta mesma abstração para Actions do Swing, ou usar isso com qualquer outra tecnologia cliente.

[1] - Porco, bem porco!

[]s